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Conhecendo uma aldeia indígena sem sair do Rio de Janeiro

  • 23 de set. de 2017
  • 2 min de leitura

No feriado do dia 7 de setembro, tive o prazer de fazer uma viagem à Paraty e conhecer um lugar que superou todas as expectativas do meu itinerário. Fui a uma pequena aldeia indígena, Aldeia Pataxó Irirí Kanã Pataxi Uy Tanara, localizada nas margens da Rodovia Rio-Santos, km 548. O nome do povoado significa “Minha aldeia é a natureza”. A cerca de um ano e cinco meses no local, o povo indígena que lá habita, conseguiu trazer sua cultura forte para esse cantinho tão especial de Paraty.


Na região moram 18 famílias, totalizando 72 pessoas. Apurinã Pataxó, um índio local, fala sobre a importância de preservar a cultura indígena e conta que antes de se instalarem na área, o espaço daria lugar a um resort, mas diz que todos os indígenas são contra, pois sua intenção ali é apenas preservar a natureza e os animais da localidade. Os índios da aldeia Pataxó estão no Rio de Janeiro há 12 anos, e nesse período lutam pelo seu espaço e contra o preconceito que envolve sua cultura.


Na aldeia são desenvolvidos alguns projetos como preservação ambiental, professores voluntários que dão aulas semanais às crianças, e o mais recente é uma trilha educativa que possui o intuito de mostrar a preservação da natureza na região. Essa trilha é bem curta e de fácil acesso a todos, inclusive idosos e crianças, após uma caminha de 10 a 15 minutos, o fim da trilha nos leva para uma das vistas mais lindas da aldeia, a cachoeira do Iriri.


O povo vive do artesanato produzido no local, o dinheiro que recebem serve como seu escambo para se manterem Apurinã relata que da mata que os cercam, os índios tiram apenas plantas que os servem como remédios, mas é na cidade que encontram seu alimento necessário para a sobrevivência.


As crianças, além de estudarem sua língua na aldeia três vezes por semana, contam com a presença de alguns professores voluntários, porém, frequentam escolas normais na cidade, assim como as demais crianças. Mesmo que sua educação venha de fora da tribo, os índios acreditam que isso não interfere em sua cultura.


O local fica aberto ao público de sexta a domingo, das 9h às 17h. É proibida a entrada de bebidas alcoólicas, jogar lixo na natureza e fazer churrasco no espaço. Esse programa é uma ótima opção para quem gosta de estudar sobre cultura indígena e estar em contato com a natureza, espero que vão e divirtam-se.


 
 
 

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